GABARITO E COMENTÁRIOS DA Bateria de Questões de Concursos – Entrevista Psicológica

By  | 28 de outubro de 2012 | 1 Comment | Filed under: Entrevista Psicológica, questões de concursos, TJ-SP

 

1 – FCC – 2012 – TJ-RJ – Analista Judiciário – Psicologia

Em se tratando da avaliação psicológica realizada no contexto forense é possível dizer que as entrevistas

a) são idênticas àquelas realizadas no modelo clínico já que os objetivos e a metodologia são iguais.

b) não devem pressupor situações ligadas à dissimulação e simulação do entrevistado.

c) desconsideram informações e fatos ocorridos no passado focando apenas o momento presente da situação.

d) não devem se prestar a confirmar a validade dos achados e dos próprios métodos utilizados.

e) devem extrapolar o objetivo da investigação do mundo interno do avaliando, para valorizar, também, aspectos de sua realidade objetiva.

 

Comentários: A banca considerou a Letra E como sendo a alternativa correta. Destaco que, apesar das técnicas não diferirem, a entrevista no contexto forense apresenta metodologias e objetivos diferentes em relação à entrevista psicológica clínica. Observe o transcrito abaixo:

As técnicas utilizadas na entrevista psicológica no contexto forense não diferem das utilizadas na clínica, porém precisam de certa adaptação.

Na área forense existem variáveis específicas que irão influenciar a entrevista, pois se relacionam às tentativas de simulação e dissimulação de fatos, situações, comportamentos e sintomas.

Com uma entrevista é possível explorar uma grande variedade de informações que vai muito além das verbalizações.

Busca-se avaliar a linguagem não-verbal, a conduta e as emoções associadas à verbalização e desta forma pode-se identificar discrepâncias.

Alguns fatores caracterizam a entrevista no contexto forense, os quais delimitam conhecimentos, habilidades, atitudes, abordagens e técnicas específicas:

• Existe um contexto coercitivo, pois não existe participação voluntária do entrevistado.

• Identificam-se fatores legais e clínicos da entrevista e isso influencia no decorrer da entrevista, pois a possibilidade de simulação ou dissimulação pode estar presente.

• O psicólogo forense em sua atuação deve buscar minimizar os aspectos coercitivos, conduzindo a entrevista num ambiente neutro, verificando se existe uma necessidade real do entrevistado estar contido ou não, permitir que se fale sobre os próprios elementos coercitivos presentes e buscar um vínculo de forma a possibilitar maior motivação para a entrevista.

• A questão do sigilo é outro fator a ser considerado devendo o profissional fundamentar no código de ética e na legislação pertinente, avaliando as características particulares de cada caso e discutindo os limites de confidencialidade.

• A linguagem no laudo psicológico deve ser preparada para o contexto forense e ao mesmo tempo, considerar que estas informações serão repassadas a um público leigo não cabendo a utilização do “psicologuês”, característico de alguns laudos clínicos e que acabam dando duplo sentido.

• Entre outros cuidados, o psicólogo deve tomar notas de todas as informações colhidas para garantir a confiabilidade dos achados, pois poderá haver necessidade de provas documentais, devendo guardar as anotações, testes e protocolos utilizados.

Questões importantes quanto à simulação e dissimulação:

• Existe distorção consciente das informações
• Podem existir ganhos secundários envolvidos (financeiros, direitos, favorecimentos).

• As distorções são conscientes e voluntárias (diferentemente das entrevistas clínicas onde na maior parte as distorções são inconscientes)

• As distorções estão relacionadas à simulação (fingir sintomas) e dissimulação (ocultar sintomas)

• Deve-se avaliar e analisar as situações, fatos e eventos com dupla perspectiva, podendo fazer uso de observações (comportamentos sugestivos) e intervenções (estimulação de reações, provocar situações, induzir a fadiga, confrontação, confundir, misturar sintomas, induzir estresse, etc.).

• Deve-se confirmar os dados com testagem psicológica

• Pode-se ampliar a exploração com entrevistas com pessoas que tiveram contato com o réu imediatamente antes, durante e logo após a transgressão.

Quanto às discordâncias e verificações:

• A lei garante o princípio da ampla defesa e, desta forma, permite que os dados possam ser contestados.

• As confrontações não devem ser tomadas como uma situação pessoal

• Os achados devem estar embasados em fundamentos científicos (em termos de validade e fidedignidade)

• Deve-se restringir a avaliação nas questões forense (coleta dados, organização, relatório) com coerência com o que está sendo questionados pelos agentes jurídicos.

• Ao usar técnicas, estas devem ser aceitas e aprovadas pela comunidade científica.

O Papel do Psicólogo como Investigador

• O papel a ser assumido no contexto forense exige um trabalho de investigação

• A atitude deve ser de imparcialidade e objetividade, abdicando-se do papel de ajuda característico na clínica.

• Deve estar atento para as questões éticas decorrentes (impedimento e suspeição)

• O profissional deve ter consciência que irá lidar com frustrações e outros sentimentos (impotência por não poder opinar ou decidir)

• O réu também vai apresentar sentimentos que precisarão ser trabalhados, (morosidade da justiça, invasão da privacidade, medo, etc.).

Fonte: http://www.psicologiananet.com.br/entrevista-psicologica-forense-psicologia-forense/275/

 

 

 

2 – FCC – 2012 – TJ-RJ – Analista Judiciário – Psicologia

A entrevista investigativa possui sua fundamentação teórica baseada em pesquisas empíricas da área

a) da Psicologia Junguiana.

 b) da Psicologia Cognitiva.

c) da Bioética.

d) do Psicodrama.

e) do Transculturalismo.

 

Comentários: Para responder a essa questão é fundamental entender o histórico de algumas abordagens clínicas. A banca considerou, acertadamente, que a psicologia cognitiva desenvolveu sua estratégia de entrevista a partir de pesquisas aplicadas na área. Ao contrário das outras assertivas, aqui existe um consenso e um método desenvolvido para identificar critérios-chaves para o processo clínica, a utilização do DSM-IV e a preocupação em trabalhar objetivamente o processo dialógico entre paciente e terapeuta.

Outro raciocínio que poderia ser utilizado seria: qual dessas alternativas possui um modelo fechado de entrevista psicológica? Novamente, apenas a psicologia cognitiva apresentaria um modelo.

Para conhecer um pouco mais essa área, recomendo: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-56872009000200009&script=sci_arttext.

 

3 – FCC – 2007 – TRF – 3ª REGIÃO – Analista Judiciário – Psicologia

Segundo Marcelo Tavares, a entrevista de triagem tem por objetivo principal

a) avaliar a demanda do sujeito e fazer um encaminhamento.

b) fazer o levantamento detalhado da história de desenvolvimento da pessoa, sobretudo na infância.

c) priorizar aspectos sindrômicos ou psicodinâmicos.

d) focalizar a avaliação da estrutura ou da história familiar.

e) comunicar ao sujeito o resultado da avaliação.

Comentários:

Tavares (2000) classifica a entrevista clínica quanto as suas finalidades como: de triagem, de anamnese, diagnósticas, sistêmicas e de devolução. A entrevista de triagem tem como objetivo principal identificar a demanda. A entrevista de anamnese tem por objetivo fazer um levantamento detalhado da história de desenvolvimento da pessoa de forma cronológica. Ressalta, ainda, que: O exame e análise de uma condição na tentativa de compreender, explicar e  possivelmente modificar se dá na entrevista diagnóstica. A entrevista sistêmica avalia casais e famílias, ou seja, foca a avaliação da estrutura ou história relacional e a rede social das pessoas envolvidas. Por último, a entrevista de devolução tem por finalidade comunicar ao sujeito o resultado da avaliação ajudando a compreender as conclusões e ajudando a remover distorções ou fantasias. (TAVARES 2000, p. 45)

 

4- FCC – 2007 – TRF – 3ª REGIÃO – Analista Judiciário – Psicologia

Segundo Jurema Alcides Cunha, a história pessoal (ou anamnese) pressupõe

a) um levantamento da sintomatologia e das condições de vida do paciente.

b) a história clínica, ou seja, a história da doença atual.

c) a caracterização da emergência de sintomas ou de mudanças comportamentais, numa determinada época e a sua evolução até o momento atual.

d) uma reconstituição global da vida do paciente, como um marco referencial em que a problemática atual se enquadra e ganha significação.

e) a entrevista com diversos familiares, para uma compreensão da dinâmica individual do paciente.

Comentários: Apesar de vários alunos baterem o pé por terem aprendido errado em suas graduações, Jurema, acertadamente, descreve a entrevista de anamnese como um processo de reconstituição global da vida do paciente, como um marco referencial em que a problemática atual se enquadra e ganha significação.

Esse levantamento detalhado da história de desenvolvimento da pessoa, principalmente na infância, pode ser facilmente estruturado cronologicamente, e pressupõe uma reconstituição global da vida do paciente, como um marco referencial em que a problemática atual se enquadra e ganha significação,devendo ser enfocada conforme os objetivos do exame e dependendo do tipo e da idade do paciente (Cunha, 2000)

 

 

5 – FCC – 2011 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Psicologia

Quando para o estabelecimento de um diagnóstico, inicia- se a investigação com a obtenção de uma história clínica do paciente, a mais completa possível (esclarecimento dos sintomas atuais com sua descrição objetiva e detalhada, as circunstâncias em que surgiram, se houve ou não algum estressor que desencadeou ou agravou o quadro, o grau de interferência na vida social, nas atividades profissionais diárias, nas relações interpessoais e a intensidade do sofrimento psíquico; breve histórico do desenvolvimento pessoal e de como ocorreu a ultrapassagem das diferentes etapas evolutivas), tal procedimento usualmente recebe o nome de

a) histórico social.

b) anamnese.

c) biografia.

d) entrevista aberta.

e) entrevista prévia.

Comentários: veja o trecho de Cunha nos comentários da questão anterior.

 

6 – FCC – 2011 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Psicologia

O psicodiagnóstico clínico acaba com uma entrevista, na qual o profissional explica ao entrevistado as conclusões extraídas e conversa sobre elas. Trata-se da Entrevista de

a) Devolução.

b) Solução.

c) Comunhão.

d) Avaliação.

e) Compreensão.

Comentários: Destaco que nessa entrevista de devolução o psicólogo deve usar uma linguagem compreensível e clara. Deve ainda, segundo alguns autores, solicitar feedback do processo avaliativo ao entrevistado.

 

 

7 – FCC – 2011 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Psicologia

As entrevistas de seleção podem ser classificadas em função do formato das questões e das respostas requeridas. A entrevista padronizada apenas nas perguntas é uma entrevista com perguntas previamente elaboradas, que permitem ao candidato respondê-las de forma:

a) livre.

b) fechada.

c) estruturada.

d) otimizada.

e) diretiva.

Comentários: É o tipo de questão sobre entrevista psicológica que mais vi cair em concursos até hoje. É importante que você saiba distinguir os quatro tipos de entrevista existentes:

De acordo com CHIAVENATO (1997), as entrevistas podem ser classificadas em função do formato das questões e das respostas requeridas nos seguintes tipos: entrevista totalmente padronizadaa qual é estruturada, fechada ou direta, com roteiro pré-estabelecido, onde o candidato é solicitado a responder questões padronizadas previamente elaboradas, na forma de escolha múltipla, verdadeiro-falso, sim-não, entre outros; entrevista padronizada apenas quanto às perguntas ou questões, com perguntas que permitem respostas abertas; entrevista diretivaque não especifica as questões, mas o tipo de resposta desejada, e somente é aplicada quando se pretende conhecer certos conceitos espontâneos dos candidatos e entrevista não diretiva, que não especifica as questões e nem as respostas, sendo denominadas entrevistas não estruturadas, não diretivas, exploratórias, informais por serem totalmente livres, cuja seqüência e orientação fica a cargo do entrevistador.

Logo:

Perguntas Estruturadas Respostas Estruturadas
Entrevista Totalmente Estruturada X X
Entrevista Padronizada quanto às Perguntas X
Entrevista Diretiva X
Entrevista Não-Diretiva

 

 

 

 

8 – CESPE – 2011 – Correios – Analista de Correios – Psicólogo

Considerando que a seleção de pessoal ocorre em fases e que, após a triagem, são aplicadas técnicas para identificar o candidato mais adequado ao cargo, julgue os itens a seguir.

Ao utilizar uma entrevista semiestruturada, o avaliador pode introduzir questões fora de pauta, visando extrair informações mais detalhadas do entrevistado para conhecê-lo melhor; contudo, na grande maioria das vezes, essas informações não servem como parâmetro de comparação entre dois candidatos.

 

Certo    Errado

 

Comentários:

Na entrevista semi-estruturada, o investigador tem uma lista de questões ou tópicos para serem preenchidos ou respondidos, como se fosse um guia. A entrevista tem relativa flexibilidade. As questões não precisam seguir a ordem prevista no guia e poderão ser formuladas novas questões no decorrer da entrevista (MATTOS, 2005). Mas, em geral, a entrevista seguirá o que se encontra planejado. As principais vantagens das entrevistas semi-estruturadas são as seguintes: possibilidade de acesso a informação além do que se listou;esclarecer aspectos da entrevista; gerar pontos de vista, orientações e hipóteses para o aprofundamento da investigação e define novas estratégias e outros instrumentos. (TOMAR, 2007).

Destaco, ainda, que a entrevista semi-estruturada possibilita a aquisição de novos dados durante a própria entrevista. Esses dados, no entanto, não ajudam na comparação com outros candidatos por não ter-lhes sido oferecida a possibilidade de resposta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9 – CESPE – 2011 – Correios – Analista de Correios – Psicólogo

 

 

Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.

Para agregar valor ao processo seletivo na terceira etapa, os psicólogos devem utilizar entrevista situacional, com questões baseadas em condições reais de trabalho, a partir da análise do cargo que se pretenda preencher.

 

Certo    Errado

Comentários: A entrevista situacional, ou de simulação, serve para levantar indicadores na comparação entre a experiência do candidato selecionado com as condições reais de trabalho. Assim, os candidatos podem apresentar importantes indicadores de como seria o seu desempenho em dada situação. Nesse tipo de entrevista, o avaliador tem condições de medir o grau de iniciativa, responsabilidade e comprometimento do candidato com suas tarefas. Uma situação de entrevista situacional ocorre quando perguntamos ao candidato à vaga de professor, por exemplo, como foi que ele reagiu quando teve de reprovar um aluno ou discordar de uma equipe de trabalho. Podemos depois até perguntar os motivos de sua atitude.

 

 

 

 

10 – CESPE – 2011 – STM – Analista Judiciário – Psicologia – Específicos

Com relação à entrevista clínica e à entrevista lúdica, julgue os itens seguintes.

 

Na entrevista lúdica, a criança expressa seus sentimentos no brincar (com brinquedos disponibilizados pelo psicólogo) e também por meio de suas palavras.

 

Certo    Errado

 

  Comentários: Ótima questão para fazer uma observação. Na entrevista lúdica, a criança não irá, necessariamente, expressar seus sentimentos. Atente para isso. Assertiva errada.

 

 

 

 

 

 

11 – CESPE – 2011 – STM – Analista Judiciário – Psicologia – Específicos

Com relação à entrevista clínica e à entrevista lúdica, julgue os itens seguintes.

Durante a entrevista lúdica, o psicólogo não pode fazer perguntas para a criança, a fim de não direcionar a criança ou o conteúdo expresso.

Certo    Errado

 

Comentários: O psicólogo deve conduzir a entrevista lúdica. Assertiva errada.

 

 

12 – CESPE – 2011 – STM – Analista Judiciário – Psicologia – Específicos

Com relação à entrevista clínica e à entrevista lúdica, julgue os itens seguintes.

A entrevista clínica é um dos componentes do processo de avaliação psicológica de um sujeito.

 

 Certo    Errado

Comentários: Sim, é a parte inicial do processo de avaliação psicológica.

 

 

 

13 – CESPE – 2011 – STM – Analista Judiciário – Psicologia – Específicos

Com relação à entrevista clínica e à entrevista lúdica, julgue os itens seguintes.

Na entrevista clínica, requere-se delimitação temporal, de modo que se programe seu início e fim.

Certo    Errado

 

  Comentários: Correto. Temos tempo de começar e terminar as sessões e isso é deve ser esclarecido logo na primeira sessão (contrato terapêutico).

 

 

14 – FCC – 2011 – TRT – 23ª REGIÃO (MT) – Analista Judiciário – Psicologia

Entrevista semiestruturada, de avaliação, de fundamentação psicodinâmica, proposta por Ryad Simon (1989, 1993). É a Entrevista Diagnóstica

a) Adaptativa Operacionalizada (EDAO).

b) Clínica Estruturada para o DSM-IV.

c) Motivacional.

d) Estruturada para Diagnóstico de Demência (ENEDAM).

e) Familiar Estruturada.

 

Comentários: Essa só o Google para ajudar. Aliais, essa é, infelizmente, uma das marcas da FCC. Toda prova vem com umas questões tiradas da décima página de pesquisa do google. Infelizmente decoreba também conta para passar nessa banca.

A Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada foi criada por Ryad Simon e fundamenta a entrevista psicológica de sua visão psicodinâmica.  Confira o fantástico trecho abaixo:

A Psicoterapia Breve Operacionalizada foi proposta por Simon (1996) e trata-se de uma modalidade de psicoterapia breve baseada na concepção evolutiva de adaptação a programas preventivos no campo da Saúde Mental. O diagnóstico baseia-se na Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada (EDAO) (Simon, 1989), desenvolvida por ele com a finalidade de criar um método de avaliação diagnóstica que permita, com brevidade, fazer um levantamento da população e organizar providências para seu atendimento conforme a classificação atribuída a cada indivíduo, segundo o critério adaptativo.

Simon (2000) afirma que o primeiro passo seria realizar entrevistas psicológicas detalhadas baseadas na EDAO. Após a entrevista, o passo seguinte seria de posse de todos os dados sobre a situação-problema, a pouca adequação atual e as conjeturas psicodinâmicas, o terapeuta determina previamente o número de sessões a serem trabalhadas com o paciente. Estas podem variar desde o número de uma sessão, em situação-problema simples, a no máximo doze sessões, quando as situações-problema são complexas ou existe “crise adaptativa”. A freqüência é de uma sessão por semana.

As situações-problema são trabalhadas por meio de classificações e uso de interpretações teorizadas, tendo por base as conjeturas psicodinâmicas, ajudando o paciente a compreender as razões inconscientes de seu comportamento pregresso e atual. Se a conjetura psicodinâmica é plausível e corresponde a um aspecto inferido corretamente, geralmente provoca novas associações e ressonâncias de significado emocional que ajudam na compreensão de como se deram as soluções “pouco” ou “pouquíssimo adequadas”, estimulando a procura de soluções mais eficazes.

A atividade do psicoterapeuta é sempre diretiva, evitando associações-livres prolongadas, que tornariam o trabalho um arremedo de psicoterapia psicanalítica. Conforme as circunstâncias, usa-se recursos suportivos como, por ex., sugestão, reasseguramento, orientação e catarse. O terapeuta deve ficar atento para evitar ou contornar a transferência negativa, a qual retira a possibilidade de colaboração e confiança do paciente.

Simon (1990) afirma que o modelo pedagógico dá coerência e sentido à psicoterapia breve. Há necessidade de planejar e, para planejar, é preciso o “saber” (para conduzir o paciente por um certo caminho e tempo determinado).

O modelo de Psicoterapia Breve Operacionalizada desenvolvida por Simon (1996) não possui critérios de exclusão desde que os objetivos envolvam situações-problema. Àqueles que querem se conhecer em níveis inconscientes mais amplos, recomenda-se a psicoterapia psicanalítica ou psicanálise. Simon (2005) afirma que é preciso não confundir objetivos com diagnóstico. Refere que qualquer que seja o quadro do paciente, se é observada uma situação-problema atual que perturba o sujeito, é possível tentar ajuda pela PBO. A PBO não se aplica para reestruturação da personalidade. A única situação em que não é aplicada a PBO é quando o paciente pede ajuda para conhecer e compreender seu inconsciente e inexiste situação problema atual.

Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1677-74092008000200004&script=sci_arttext

 

 

15 – FCC – 2011 – TRT – 23ª REGIÃO (MT) – Analista Judiciário – Psicologia

A finalidade da entrevista inicial em Psicanálise é avaliar a analisibilidade e a acessibilidade do pretendente à análise. A acessibilidade corresponde à disponibilidade e capacidade de o paciente permitir

a) que o analista lhe pergunte sobre seu passado.

b) o agendamento das entrevistas subsequentes.

 c) um acesso ao seu inconsciente.

d) que o analista lhe pergunte sobre suas preocupações atuais.

e) que o analista lhe recomende ações construtivas.

 

Comentários: A acessibilidade diz respeito a clareza com que os canais de manifestação do inconsciente encontram-se disponíveis para o paciente. Lembro a vocês que o inconsciente se manifesta, principalmente, nos sonhos, atos falhos e chistes.

 

 

16 – CESPE – 2011 – TRE-ES – Analista – Psicologia – Específicos

Com relação ao processo de psicodiagnóstico e às técnicas projetivas, julgue os itens a seguir.

A entrevista inicial, que consiste na coleta de todos os dados do paciente, deve ser livre, de forma a se garantir a fidedignidade dos dados coletados. Isso significa que o paciente é quem deve guiá-la, conforme sua queixa ou o motivo que o levou ao psicodiagnóstico.

Certo    Errado

 

Comentários: a entrevista inicial deve ser dirigida pelo entrevistador, com o objetivo de formular hipóteses!

 

 

17 – CESPE – 2011 – TRE-ES – Analista – Psicologia – Específicos

Com relação ao processo de psicodiagnóstico e às técnicas projetivas, julgue os itens a seguir.

A linguagem corporal do paciente, mesmo que manifestada exageradamente durante a entrevista inicial — como, por exemplo, quando ele pisca repetidamente na abordagem de assunto —, deve ser desprezado pelo psicólogo na avaliação, a qual deve basear-se unicamente nos dados obtidos por meio de testes.

Certo    Errado

 

Comentários: o comportamento não-verbal é uma fonte de informações tão vasta quanto o que é manifestado. Assertiva errada.

 

 

18 – UFPR – 2010 – UFPR – Psicólogo

A realização de entrevista clínica é considerada uma das principais competências do psicólogo, independentemente de sua abordagem teórica. Sobre o procedimento de entrevista clínica, é correto afirmar:

a) A entrevista clínica define-se pelo seu caráter aberto, em que o cliente conduz os conteúdos tratados. [não define-se pelo seu caráter aberto]

b) Existem diferentes fases da entrevista, e os autores concordam com a existência de uma fase de introdução, uma de exploração, uma de teste de hipótese e, finalmente, uma fase de feedback (devolução da informação).

c) A entrevista clínica deve restringir-se a 50 minutos, para que o enquadre seja mantido. [preferencialmente deve durar uma sessão, mas isso não é regra]

d) O silêncio deve ser evitado durante as primeiras entrevistas, uma vez que ele é indicador da resistência do cliente à intervenção. [o silêncio deve ser entendido e trabalhado]

e) A técnica de paráfrase, uma das mais importantes técnicas de intervenção, caracteriza-se por apontar discrepâncias entre o que é observado e o que é falado. [a técnica da paráfrase consiste na repetição do que o paciente falou com outras palavras]

 

Comentários: Apenas a segunda alternativa está correta.

 

 

19 – FUNCAB – 2010 – DETRAN-PE – Psicólogo

Em entrevista clínica, paciente relata um atropelamento do qual foi a causa, de forma fria, descrevendo insensivelmente pormenores do acidente e da situação de ferimentos em que se encontrava a vítima. Este tipo de comportamento, característico de certa psicopatologia, costuma provocar no entrevistador, em relação ao entrevistado, o mecanismo psicodinâmico conhecido por:

a) atuação.

b) recalcamento.

c) comoção.

d) empatia.

e) histeria.

 

Comentários: Nível Jedi! Vamos por partes. O que temos vontade de fazer quando ouvimos um relato desses? O que esse tipo de frieza nos provoca? Partindo do pressuposto que somos normais, sentiríamos vontade de pular no pescoço de tal sujeito e esganá-lo até que manifeste algum sentimento. Assim, em geral, podemos dizer que o entrevistador tende a agir através de um acting out. Esse acting out é um mecanismo de defesa descrito por Freud, pouquíssimo conhecido, como atuação. Veja a definição:

Acting-Out - Expressão inglesa, que em sua essência significa substituição momentânea do pensamento pela ação, onde domina o caráter impulsivo, e a incapacidade para raciocinar. Na psicanálise é interpretado como o retorno abrupto de um conteúdo reprimido (ver repressão), cujo afeto é demasiado intenso para ser descarregado em palavras.

Fonte: http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/glossariofreud.html

 

 

20 – FCC – 2009 – TJ-AP – Analista Judiciário – Psicologia

Quando se trabalha com a suposição de que o paciente conhece sua vida e está capacitado para fornecer dados sobre a mesma, fala-se em

a) diagnóstico.

b) anamnese.

c) aconselhamento.

d) escuta seletiva.

e) informe psicológico.

 

Comentários: Na anamnese, o paciente é o mediador entre sua vida, sua enfermidade, e o médico. Quando por razões estatísticas ou para cumprir obrigações regulamentares de uma instituição, muitas vezes, ela é feita pelo pessoal de apoio ou auxiliar. A anamnese trabalha com a suposição de que o paciente conhece sua vida e está, portanto, capacitado para fornecer dados sobre a mesma.

 

 

21 – FCC – 2009 – TJ-AP – Analista Judiciário – Psicologia

A ansiedade desempenha um papel importante na entrevista. Pode-se dizer que quando o ego observador do psicólogo se deixa invadir pela ansiedade na situação de entrevista, ele

a) comete uma grave falta ética.

b) consegue interpretar melhor os sentimentos do outro, analisa de forma isenta.

c) perde a capacidade de discriminação, confunde-se, deixa-se manipular.

d) consegue penetrar no mundo onírico do outro, facilitando a interpretação dos sonhos.

e) perde a capacidade de rever a própria culpa que pode surgir na relação.

Comentários:

Quando o entrevistador é afetado pela ansiedade, reduz a capacidade de discernimento e tende a agir coerentemente com as emoções evocadas pela situação.

 

 

22 – FCC – 2009 – TJ-AP – Analista Judiciário – Psicologia

Quando o entrevistador tem clareza de seus objetivos, sabe qual o tipo de informação necessária para atingi-los, conhece quando ou em que sequência deve realizar as perguntas e ainda estabelece um procedimento que garante a obtenção da informação de um modo padronizado, trata-se da Entrevista

a) de Pesquisa Clínica.

b) de Livre Consentimento.

c) Lúdica.

d) de Livre Estruturação.

e) Semiestruturada.

Comentários: Essa foi mais fácil.

As entrevistas semi-estruturadas combinam perguntas abertas e fechadas, onde o informante tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto. O pesquisador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, mas ele o faz em um contexto muito semelhante ao de uma conversa informal. O entrevistador deve ficar atento para dirigir, no momento que achar oportuno, a discussão para o assunto que o interessa fazendo perguntas adicionais para elucidar questões que não ficaram claras ou ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o informante tenha “fugido” ao tema ou tenha dificuldades com ele. Esse tipo de entrevista é muito utilizado quando se deseja delimitar o volume das informações, obtendo assim um direcionamento maior para o tema, intervindo a fim de que os objetivos sejam alcançados.

Fonte: http://www.emtese.ufsc.br/3_art5.pdf

 

 

23 – FCC – 2009 – TJ-AP – Analista Judiciário – Psicologia

Sara Pain, em sua obra Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem, aponta a importância da entrevista dedicada à devolução do diagnóstico como uma experiência de aprendizagem, uma vez que se toma consciência da situação e se providencia sua transformação. A autora acredita que neste momento do processo, o que mais ajuda o especialista, é aquilo que foi expresso

a) nos contatos telefônicos.

b) na elaboração da vivência de luto.

c) durante a totalidade do contato com o paciente.

d) nos episódios principais de forte expressão emocional.

e) no motivo da consulta.

Comentários: Essa é tão lógica quanto parece. Para Sara Pain, é importante retomar o motivo da consulta na entrevista devolutiva (é uma postura comum para qualquer autor que que descreva os objetivos da entrevista devolutiva).

 

 

24 – FCC – 2009 – TJ-AP – Analista Judiciário – Psicologia

A entrevista que pode ser utilizada como intervenção para o beber excessivo (em transtornos aditivos) e que propõe intervenções terapêuticas vinculadas a cada estágio de mudança, com o objetivo de resolver a ambivalência e mover os indivíduos em relação à mudança, é denominada de Entrevista

a) Motivacional.

b) Dessensibilizadora.

c) de Cura.

d) Focada.

e) Reeducativa.

Comentários: Veja a aula passada e retome o conceito de entrevista motivacional.

 

25 – FGV – 2010 – CAERN – Psicólogo

É importante que, no momento da entrevista, o entrevistador esteja em estado físico e psíquico satisfatório.

A esse respeito, analise as afirmativas abaixo:

Preocupações com saúde, família ou trabalho de um dado entrevistador influenciam seu desempenho na função.

PORQUE

Os componentes psicofisiológicos da percepção têm implicações tanto no comportamento do entrevistador quanto na dinâmica da entrevista.

Com base no texto produzido, é correto afirmar que

 a) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.

b) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.

c) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.

d) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.

e) as duas afirmações são falsas.

Comentários: As duas são verdadeiras, a segunda justifica a primeira pois indica o que intermedeia as preocupações e o desempenho na função: processos psicofisiológicos. Pessoalmente não gosto desse tipo de questão de dupla assertiva onde devemos avaliar a relação das duas. Um modelo que podemos adotar como matriz de resolução é esse que adotamos nessa questão: veja se pelo intermédio de uma justificamos a outra.

 

 

26 – FCC – 2009 – TRT – 4ª REGIÃO (RS) – Analista Judiciário – Psicologia

Ao conduzir pesquisas sistemáticas de personalidade, os investigadores frequentemente fazem uso de entrevistas estruturadas, nas quais a ordem e o conteúdo das perguntas são:

a) alternados.

b) variáveis.

c) adaptáveis.

d) maleáveis.

e) fixos.

Comentários: Considerando que estamos falando de pesquisas sistemáticas e, ainda, da avaliação da personalidade, nada mais lógico que utilizar perguntas fixas.

 

 

27 – FCC – 2009 – TJ-PI – Analista Judiciário – Psicologia

Uma vez que a psicanálise postula que o comportamento humano é determinado basicamente pelos processos psicológicos inconscientes, o entrevistador busca avaliar a motivação inconsciente, o funcionamento psíquico e a organização da personalidade do entrevistado. A entrevista com este enfoque centra-se na:

a) formulação de perguntas comportamentais que revelem a dinâmica da personalidade do entrevistado, garantindo assim acesso aos conteúdos conscientes e inconscientes, de maneira a se registrar padrões de comportamentos que devem ser eliminados e aqueles que devem ser reforçados durante o tratamento psicoterápico.

b) queixa do cliente e na perspectiva de como ele pode identificar comportamentos que merecem ser re-significados.

c) busca dos fatores que geram estresse, principalmente nas relações parentais que ocasionaram traumas na formação da personalidade.

d) anamnese profunda sobre motivadores, doenças e outros fatores hereditários que podem trazer à tona informações preciosas para a formulação do diagnóstico psicológico.

e) psicodinâmica e estrutura intrapsíquica ou nas relações objetais e funcionamento interpessoal.

Comentários: A letra E é a única que se adequa à ideia de que a entrevista psicodinâmica centra-se nas relações transferenciais. É a partir dessas relações que o inconsciente se manifesta.

 

28 – FUNIVERSA – 2010 – MPE-GO – Psicólogo

Uma menina de 12 anos chega para entrevista com o psicólogo, encaminhada pelo Conselho Tutelar. O relatório do Conselho traz como informações importantes: a criança trabalha desde os 7 anos de idade na casa de vizinhos. A mãe (alcoólatra) a obriga a trabalhar para que ela traga dinheiro para casa. A menina fugiu de casa e conta que não quer mais trabalhar. Foi recolhida em uma praça da cidade, depois de ter sido pega jogando pedras nos carros que passavam. A criança apresenta aparentes maus-tratos, marcas de queimaduras e instabilidade emocional.

Com base no texto V, é correto afirmar que, via de regra, a violência

a) psicológica é sempre a mais evidente, ocorrendo com maior frequência.

b) sexual, explícita no texto, revela um aglomerado de situações complexas.

c) tanto física quanto psicológica podem ocorrer de modo isolado ou em conjunto.

d) física é a única que congrega todas as demais.

e) psicológica é a que mais se pode perceber no texto: bastaria uma entrevista com a criança para comprová-la.

 

Comentários: Eu sei, não tem relação alguma com a nossa aula passada. Mas respondemos mesmo assim (mesmo por estar de graça).  Letra C.

 

 

29 – FUNIVERSA – 2010 – MPE-GO – Psicólogo

A entrevista clínica tem-se mostrado um instrumento valioso em processos de abuso sexual cometidos contra crianças e adolescentes. Os dados levantados na entrevista propiciam apoio no acompanhamento em situações legais e judiciais, bem como um melhor encaminhamento para outros serviços. A escuta dessas crianças e adolescentes requer que o entrevistador tenha qualidades que são importantes para o oferecimento de uma escuta diferenciada desses sujeitos. Entre essas qualidades, destacam-se

a) envolver-se pessoalmente com o problema da criança, ter autoconhecimento, propiciar a emergência de fantasia e ser sincero.

b) discernir entre seus problemas e os da criança, ter postura de dúvida em relação ao que é contado e estimular a capacidade criativa da criança.

c) envolver-se de maneira significativa com a criança, fortalecer o vínculo a partir da indignação da criança e ser honesto.

d) discernir entre seus problemas pessoais e os da criança, ter autoconhecimento, ser sincero e honesto, aceitar e compreender a criança e estar seguro de si.

e) estimular a catarse como meio de elaboração do problema, agir com segurança e tomar o relato da criança como um problema em que deve se envolver pessoalmente.

Comentários:

Algumas qualidades do(a) entrevistador(a) destacadas como importantes são: discernir entre seus problemas pessoais e os da criança, ter auto-conhecimento, ser sincero(a) e honesto(a), aceitar e compreender a criança e estar seguros de si. Outro requisito importante na entrevista é a capacidade de facilitar a expressão da criança, não tornando o encontro em um interrogatório, mas conduzindo o diálogo com liberdade e espontaneidade.

A interação desde a primeira entrevista é essencial para a confiabilidade dos dados obtidos e, principalmente, para que a impressão da criança em relação aos entrevistadores e à instituição que estes representam seja de confiança (Silvares & Gongora, 1998). Os entrevistadores devem proporcionar tempo suficiente para que as crianças e adolescentes exponham suas opiniões, anseios e idéias, sem se sentirem ameaçados. Os entrevistados também podem fazer perguntas e esclarecer suas dúvidas (Garbarino & Scott, 1992).

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/epsic/v13n3/a11v13n3.pdf

 

 

 

30 – FCC – 2010 – TRF – 4ª REGIÃO – Analista Judiciário – Psicologia do Trabalho

Pesquisas indicam que o método tradicional de entrevistas, principalmente aquele que se baseia na intuição do selecionador como indicador do candidato certo, não garante uma contratação de sucesso. Uma qualidade essencial da seleção por competências é o fato de não se basear na intuição para a escolha do candidato, mas sim em fatos concretos e mensuráveis, como

a) o conhecimento.

b) a experiência.

c) o comportamento.

d) a motivação.

e) a atitude.

 

Comentários: A definição do perfil de competências para o cargo a ser preenchido é baseada nos comportamentos que o ocupante do cargo faz e que exemplificam e clarificam o que deve ser procurado nos pretendentes para o cargo em questão.

 

31 – FCC – 2010 – TRF – 4ª REGIÃO – Analista Judiciário – Psicologia do Trabalho

Para Blanca Guevara Werlang, o papel do psicólogo na entrevista lúdica diagnóstica é passivo, porque funciona como observador, mas também é ativo, na medida em que sua atitude é atenta na compreensão e formulação de hipóteses sobre a problemática do entrevistado, assim como na ação de efetuar perguntas para

a) pesquisar o que a criança pensa sobre a sua sintomatologia.

b) completar as respostas ao roteiro da entrevista inicial.

c) explorar o que a criança pensa sobre os pais não estarem presentes.

d) conhecer como a criança se sente na família e no ambiente escolar.

e) esclarecer dúvidas sobre a brincadeira.

 

Comentários:

Reitero o que disse antes: a FCC é campeã em pedir autores. Vamos entender de uma vez por todas o que é a entrevista lúdica e quais as suas nuances:

Entrevista lúdica com a criança

Uma das formas mais conhecidas de realizar a entrevista com crianças é através do uso de materiais lúdicos como brinquedos, desenhos, etc. Freud (1969) destaca que as crianças brincam para fazer alguma coisa que na realidade fizeram com elas. Através do brinquedo elas conseguiriam elaborar eventos traumáticos. O brinquedo ainda possibilitaria a realização do desejo dominante para sua faixa etária, relacionando-se com o real, recriando a realidade. Ainda, o brinquedo seria um elo que possibilitaria ligar o mundo externo e o interno, a realidade objetiva e a fantasia, sendo um meio de comunicação da criança (WERLANG, 2000).

Essa abordagem psicanalítica com crianças teve início com Freud no caso clínico do Pequeno Hans em 1909. Freud nos forneceu o primeiro modelo de análise infantil que possibilitou o acesso à linguagem paraverbal de uma criança, ao desenho, aos sonhos e às fantasias (FERRO, 1995). Com este caso, Freud compreendeu as neuroses infantis e seu papel na organização da neurose dos adultos (WERLANG, 2000). Ferro (1995) nos diz que depois de Freud, Hug-Hellmuth dedicou-se a analisar crianças, mas não deixou uma sistematização do seu trabalho por meio do jogo. Ela afirmava que a criança não tinha seu ego totalmente desenvolvido para suportar o peso de uma interpretação psicanalítica (WERLANG, 2000). Sophie Morgenstern também teve sua colaboração na análise infantil e fundamentou o uso do desenho em um menino que sofria de mutismo (FERRO, 1995).

Anna Freud e Melanie Klein publicaram os primeiros dois livros de técnica que auxiliaram na sistematização da análise infantil. Anna Freud afirmava que a criança precisaria de um período de preparação à análise e enfatiza a interpretação dos sonhos, as fantasias diurnas e os desenhos, porém limitava-se a utilizar os jogos durante a sessão (FERRO, 1995). Ela ainda afirmava que a criança não tinha capacidade de estabelecer transferência, pois ainda estaria sob a influência dos pais (ZAVASCHI et al., 2005). Mas é Melanie Klein que revoluciona o modelo de análise infantil (FERRO, 1995). Foi uma das pioneiras em utilizar o jogo como técnica psicanalítica. Ela sugere que o jogo é a via regia do inconsciente, como o sonho é no adulto. Assim, brincar é a linguagem da criança, que facilita a expressão de diversos conteúdos psicológicos. Mesmo quando a palavra já estiver sido incorporada pela criança, a linguagem lúdica ainda se manteria mais expressiva (ARZENO, 1995).

Ferro (1995) comenta que Melanie Klein entendia que era possível uma análise infantil com a introdução do material do jogo e a intuição da contínua atividade de personificação desenvolvida pela criança utilizando brinquedos na sessão, atividade semelhante às associações livres dos adultos. Klein referia-se diferentemente de Ana Freud, que analisando a transferência poderia ter acesso aos desejos e fantasias inconscientes do paciente (ZAVASCHI et al., 2005).

Na entrevista lúdica oferece-se à criança a oportunidade de brincar, como queira, com todo material disponível, ressaltando sobre o espaço e tempo que terá, sobre o papel de cada um e também quanto aos objetivos dessa atividade que facilitará ao psicólogo o conhecimento acerca da criança para poder ajudá-la mais tarde (WERLANG, 2000). Assim, a entrevista lúdica com a criança refere-se à primeira entrevista que o psicólogo faz com o adulto (ARZENO, 1995). Através da observação do comportamento da criança é possível identificar a ansiedade, as defesas mobilizadas e os impulsos subjacentes (ZAVASCHI et al., 2005). Na entrevista lúdica se estabelece um vínculo transferencial breve com a criança, com objetivo de conhecer e compreender o infante (EFRON et al. 2009).

A entrevista lúdica é realizada numa sala com paredes laváveis e a mobília fica disponível à criança. Aberastury (1982) propõe que sob uma mesa baixa colocam-se os brinquedos, como: cubos, locomotivas, carrinhos, automóveis, caminhões, tesouras, papel ápis, borrachas. Arzeno (1995) também sugere brinquedos como: xícaras, pires, índios, soldados, animais domésticos e selvagens. Ampessan (2005) comenta que os brinquedos utilizados com as crianças sejam objetos que permitam as crianças pensar, que sejam capazes de expressar fantasias a serem analisadas.  Chazaud (1977) propõe que o material oferecido à criança seja o menos estruturado possível, o mais indiferente, pois ressalta que a criança que tem uma forte tendência à exteriorização, buscará nos materiais disponíveis liberar sua vida interior. E quanto mais impreciso [grifo do autor] for o material, mais pessoal (“projeção”) e menos intencional ou banalizado será o “propósito” do jogo, o que facilita o acesso mais real à fantasia.

1.2 Indicadores de análise da entrevista lúdica

Nas últimas décadas, autores que trabalham com avaliação de crianças têm buscado descrever os critérios utilizados para analisar o brincar infantil. A utilização e observação sistemática da entrevista lúdica realizaram-se pela primeira vez na Argentina, por Arminda Aberastury. Chamando a entrevista com a criança de Hora do Jogo Diagnóstica, Aberastury (1982) descreve uma técnica utilizada com crianças equivalente à entrevista inicial feita com adultos. Efron et al. (2009) consideram a hora do jogo um recurso técnico que o psicólogo utiliza dentro do processo de avaliação com objetivo de conhecer a realidade da criança. Em seus estudos, Aberastury (1982) constatou que desde a primeira sessão, sendo análise ou mesmo numa observação diagnóstica, a criança já traz, através da técnica do jogo, a fantasia inconsciente de doença e de cura. Araújo (2007), em seu estudo, baseado em Aberastury, refere que a criança estrutura, através do brinquedo, a representação de seus conflitos básicos, fantasias e defesas.

Ao longo da entrevista lúdica um mesmo brinquedo ou jogo adquire diferentes significados, baseado em todo o contexto, assim se interpreta uma brincadeira levando em consideração a situação analítica global (ABERASTURY, 1982). Arzeno (1995) considera então que tudo que acontecer durante a entrevista lúdica se tornará significativo para a interpretação.

Baranger (1956) destaca que a fantasia de análise surge como um outro critério a ser  analisado durante a entrevista lúdica. Assim a criança expressa sobre aquilo que está lhe fazendo mal, aquilo que poderia melhorar e ainda sobre o que o terapeuta irá fazer a ela ou o que ela quer ou teme que ele faça.  Aberastury (1982) refere também o conteúdo das brincadeiras, o modo como brinca, os meios que utiliza, as mudanças em suas brincadeiras, fatos estes que têm algum sentido e que se devem interpretar como num sonho. Com os brinquedos, as crianças expressam o mesmo que em um sonho, na brincadeira observa-se que a criança fala enquanto brinca, então suas palavras têm o valor de associações.

Zavaschi et al., (2005) procuram entender ou decodificar as atitudes inicias, porque o início é repleto de ansiedades paranóides, quando observadas devem ser compreendidas no contexto de ansiedades transferenciais negativas. Ainda nos falam que ao final das primeiras entrevistas o avaliador deve ter uma noção do estado mental da criança, de seus conflitos, mecanismos de defesas e recursos saudáveis do ego que servem para lidar com as situações que vivenciará.

Simmons (1975 apud Zavaschi et al., 2005, p.724), nos lista alguns critérios que julga importante para a interpretação da entrevista com a criança, são eles: aparência, temperamento, afeto, orientação e percepção, mecanismos de defesa, integração neuromuscular, processos de pensamento e verbalizações, fantasias, desenhos, desejos e brincadeiras, superego (ideais e valores do ego, integração da personalidade), autoconceito (relações com o objeto, identificação), capacidade de insight e estimativa do coeficiente de inteligência.

Ocampo e Arzeno (2009) chamam atenção para outros indicadores de análise. Para as autoras, o tipo de vínculo que o paciente estabelece com o psicólogo, a transferência e a contratransferência, a classe de vínculo que estabelece com os outros e suas relações interpessoais devem ser avaliadas pelo profissional que entrevista os infantes. Além destes, devem ser observadas as ansiedades predominantes, as condutas defensivas utilizadas habitualmente, os aspectos patológicos e adaptativos, o diagnóstico e o prognóstico.  Efron et al. (2009) referem oito indicadores da entrevista lúdica, que auxiliam o psicólogo a analisar e interpretar a entrevista. Essa proposta não significa que não há outros critérios a serem considerados, mas serve como um guia auxiliar do psicólogo. Eles procuram analisar: a escolha do brinquedo e de brincadeiras, a modalidade de brincadeiras indica a forma em que o ego manifesta a função simbólica que estrutura o seu brincar. Além destes indicadores eles dão importância à personificação que indica a capacidade de assumir a atribuir papéis de forma dramática; a motricidade surge como outro indicador que permite analisar a adequação da criança à etapa evolutiva que atravessa; a criatividade é outro critério que exige um ego plástico capaz de abertura para experiências novas. A tolerância à frustração, outro indicador importante que o psicólogo investiga, a possibilidade de aceitar as instruções com as limitações que são impostas. Já, outro indicador se refere à capacidade simbólica que se expressa no brincar, que nos dá acesso às fantasias inconscientes; e por fim a adequação à realidade que nos permite avaliar o desprender da mãe no primeiro encontro com o psicólogo e atuar de acordo com sua idade cronológica.

Kornblit (2009) através da perspectiva fenomenológica identificou nove indicadores de análise da entrevista lúdica: o número total de unidades de jogo; o ritmo das seqüências; o número total de subsistemas dentro do sistema total da entrevista lúdica; o grau de ansiedade; a perseverança nas unidades de jogo; o momento de maior dramaticidade, o clímax; a possibilidade de a criança utilizar elementos figurativos e não figurativos; a quantidade de material empregada pela criança e quantidade de elementos que utiliza em cada unidade de jogo.

Em um estudo atual, Krug e Seminotti (2010) identificaram alguns critérios possíveis para utilizar na interpretação da entrevista lúdica. Os sete critérios seriam as manifestações de

desejos dos infantes, as formas de organização, a natureza das interações, os sentimentos expressos, as modalidades defensivas, a natureza das angústias e as identificações operadas.  Durante o jogo, a criança traduz a evolução da fantasia, que traduz a evolução da “relação de Objeto”, ela atualiza suas imaginações conscientes, sexuais e agressivas, seus desejos e suas experiências vividas. Assim Chazaud (1977) nos propõe que o modo de jogar, a distribuição de papéis e as mudanças no jogo podem traduzir o conteúdo manifesto, que possibilita as associações. Observando como a criança joga, ao nível do tema, da forma e do conteúdo, mas também ao nível de seu estilo, tempo, estabilidade, continuidade, o analista consegue ter uma visão de como a criança o verá durante a sessão, que dirá se excluirá sua presença ou não. Ele ainda destaca que a análise da criança visa a ser, analisando as defesas, uma análise do Ego. Baseado nesta análise se conseguirá acesso à fantasia fundamental.

Winnicott (1975) destaca que o psicólogo interessa-se pelos próprios processos de crescimento da criança e pela remoção dos bloqueios ao desenvolvimento que podem ser evidenciados durante o crescimento da criança em questão. Ele ainda refere que durante a brincadeira, a criança se comunica criativamente na continuidade espaço e tempo e diz que o momento significativo é aquele em que a criança se surpreende a si mesma [grifo do autor].  Observa-se, portanto, uma grande variedade de critérios de análise da entrevista lúdica. A partir destes aportes teóricos, buscou-se conhecer os indicadores utilizados por profissionais de orientação psicanalítica para avaliar o brincar infantil. Então, diante da pesquisa encontrou-se uma lista de indicadores que podem auxiliar o psicólogo a interpretar melhor a entrevista lúdica, de acordo com a dificuldade encontrada em uma estruturação da mesma. Diante disso podemos considerar estes indicadores, como um guia aos psicólogos para “entrar” mais a fundo na realidade da criança, buscando prever possíveis diagnósticos equivocados a fim de promover o bem estar da criança em questão.

Cabe destacar que são apenas indicadores pesquisados a fim de tentar estruturar melhor. Não significa que não há outros indicadores possíveis de se utilizar. Ressalta-se ainda a importância da aplicação dos indicadores em trabalhos posteriores.

Fonte: http://psicologia.faccat.br/moodle/pluginfile.php/197/course/section/98/natalia.pdf

 

 

32 – FCC – 2010 – TRF – 4ª REGIÃO – Analista Judiciário – Psicologia do Trabalho

Entrevista delineada para auxiliar aos clientes na decisão de mudança nos comportamentos considerados aditivos, tais como transtornos alimentares, tabagismo, abuso de álcool e drogas, jogo patológico e outros comportamentos compulsivos, trabalhando a resolução da ambivalência.

Trata-se da Entrevista

a) Dilemática.

b) Motivacional.

c) Estruturada para o DSM-IV.

d) Estruturada para a CID-10.

e) Contextual.

 

Comentários: Essa resposta tem de ser automática. É a entrevista motivacional.

 

33 – PUC-PR – 2010 – COPEL – Psicólogo

No processo de avaliação para seleção de pessoal, utilizam-se várias técnicas, sendo que a mais comum e importante é a entrevista.

Assinale a alternativa CORRETA em relação aos cuidados que o psicólogo deve ter ao utilizar essa técnica:

a) A atitude do entrevistador poderá interferir na qualidade da entrevista, abrindo espaço para a manipulação do entrevistado ou até mesmo prejudicando a imagem da organização.

b) A entrevista deve seguir um padrão único, por isto o entrevistador deverá construir um roteiro para ser utilizado para qualquer candidato.

c) O entrevistador deve desenvolver seu trabalho com a máxima qualidade, não se importando com o tempo utilizado, pois o candidato está à procura de trabalho e não se importará com o tempo que terá de dispor para atingir seu objetivo.

d) As perguntas devem priorizar aspectos pessoais, pois o entrevistador deverá conhecer o candidato, sua história de vida, suas escolhas, sucessos e seus fracassos pessoais com profundidade.

e) As perguntas devem ser elaboradas de forma sutil, para que o entrevistador possa verificar possíveis incongruências no discurso do candidato.

Comentários: Sem comentários.

 

34 – PUC-PR – 2010 – COPEL – Psicólogo

A entrevista de desligamento é uma ferramenta que subsidia a prática do psicólogo nas organizações, fornecendo informações importantes para desenvolver intervenções em várias atividades. Assinale a alternativa CORRETA em relação a esse tema:

a) A entrevista de desligamento é um bom momento para orientar o ex-empregado e para dar o feedback a respeito dos problemas que ele apresentou no seu desempenho. [o momento é de apoio, caso o funcionário tenha sido demitido e, se pediu demissão, trata-se de investigação dos motivos para um diagnóstico da organização]

b) A qualidade do trabalho do psicólogo, no processo de recrutamento e seleção, poderá ser avaliada por meio das informações obtidas na entrevista de desligamento.

c) O momento da entrevista deve ser aproveitado somente para buscar as informações pertinentes ao objetivo, não permitindo que o ex-empregado aproveite esse momento para desabafos etc. [inevitavelmente será um momento de desabafos, pois o ex-funcionário está sob forte impacto emocional]

d) As informações obtidas na entrevista devem ser levadas ao chefe imediato, logo em seguida ao seu término, para informar ao gestor quais os seus problemas de relacionamento ou de gestão. [as informações são utilizadas como ferramenta estratégica para avaliar as falhas dos processos internos]

e) O motivo do desligamento não é objeto da entrevista, pois essa informação já foi apresentada pelo gestor. Investigar essa informação com o ex-empregado somente levaria a questões que não interessam à organização. [o objetivo da entrevista de desligamento é identificar, tanto quanto possível, as causas da demissão, bem como obter informações que o ex-funcionário não teve oportunidade de manifestar]

Comentários: O papel do psicólogo é fundamental na entrevista de desligamento, que deverá conduzir a situação de forma a obter não somete a visão pessoal do ex-funcionário, mas de diagnosticar os fatores importantes para a organização.

 

 

35 – PUC-PR – 2010 – COPEL – Psicólogo

A percepção bem desenvolvida é uma habilidade primordial, pois é ferramenta importante para atuação profissional que exige adaptação constante a novos contextos.

Assinale a alternativa CORRETA sobre esse tema:

a) A percepção é um processo complexo em que os fatores individuais e ambientais estão envolvidos, construindo uma forma de conhecer um contexto específico.

b) Um fator que não influencia na percepção do a algo novo é a experiência vivida pelo indivíduo, pois, como estamos frente a um objeto, fato etc. desconhecido, procuramos não receber influência do que está registrado em nossa história.

c) O homem no processo de percepção tem capacidade de registrar todos os detalhes e diferenças apresentadas no objeto ou respectiva situação.

d) Frente a alguma situação não criamos hipóteses nem expectativas sobre o que irá ocorrer posteriormente, pois nossa percepção não utiliza registros mentais.

e) As espécies animais apresentam um padrão perceptivo que somente difere entre elas. Os membros de uma mesma espécie não apresentam percepções diferentes diante do mesmo estímulo.

 

Comentários:  não, sem comentários.

 

 

36 – FCC – 2008 – TRT – 18ª Região (GO) – Analista Judiciário – Psicologia

Na relação que se estabelece na entrevista, deve-se contar com dois fenômenos altamente significativos: a transferência e a contratransferência. A primeira refere-se

a) à capacidade do entrevistador e do entrevistado em selecionarem os elementos essenciais que devem fazer parte do escopo da relação transferencial, criando significado psicológico para ambos.

b) aos fenômenos que aparecem no entrevistador como emergentes do campo psicológico que se configura na entrevista.

c) ao processo de empatia estabelecido pelo entrevistado para com o entrevistador, que favorecerá a troca de informações e a ajuda mútua para que o processo psicoterapêutico obtenha sucesso.

d) à atualização, na entrevista, de sentimentos, atitudes e condutas inconscientes, por parte do entrevistado, que correspondem a modelos que este estabeleceu no curso do desenvolvimento, especialmente na relação interpessoal com seu meio familiar.

e) ao movimento empático, em que o entrevistador atuará na relação com o seu cliente em papéis projetados em cenas identificadas por ele como de extrema tensão emocional.

Comentários: sem comentários.

 

37 – FCC – 2008 – TRT – 18ª Região (GO) – Analista Judiciário – Psicologia

A diferença básica entre entrevista e qualquer outro tipo de relação interpessoal (como a anamnese), é que a regra fundamental da entrevista, sob este aspecto, é

a) procurar fazer com que o campo seja configurado especialmente pelas variáveis que dependem do entrevistado.

b) uma troca de informações aberta e dirigida pelo entrevistado, que expressará sua opinião sobre diversos assuntos.

c) buscar diferenças entre aquilo que é relatado pelo entrevistado e pelas pessoas que convivem com ele.

d) que o entrevistador detém poder sobre o entrevistado, criando situações de pressão para observar comportamentos que se manifestem inadequados.

e) compartilhar com o entrevistado o seu estado psíquico, criando, assim, uma relação de empatia.

Comentários: O entrevistado conduz, mas essa condução não é livre. O entrevistador ajuda a explorar seu campo psicológico.

 

38 – FCC – 2008 – TRT – 18ª Região (GO) – Analista Judiciário – Psicologia

Um sistema fechado de comunicação é aquele em que as respostas são

a) modificadas, levando-se em consideração um grupo específico e limitado de conhecimentos, diminuindo- se a ocorrência de ruídos de comunicação.

b) escolhidas num alfabeto infinito e a probabilidade de cada resposta é estimada.

c) congruentes a um dado contexto que representa um grupo de informações advindas de um sistema anterior de probabilidades expressas.

d) escolhidas aleatoriamente e a probabilidade de cada resposta é limitada a um grupo específico de conhecimentos.

e) escolhidas num alfabeto finito e a probabilidade de cada resposta é calculável.

Comentários: Os sistemas orgânicos são abertos, tal significa que permutam materiais, energias ou informação com os seus meios. Um sistema é fechado se não existe importação ou exportação de energias,em qualquer das suas formas, como informação, calor, materiais físicos, etc. e, portanto, nenhuma troca de componentes, sendo um exemplo a reacção química que tem lugar num recipiente isolado e estanque.

Fonte: http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-jose-manuel-teoria-educativa-teoria-geral-dos-sistemas.pdf

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One Response to GABARITO E COMENTÁRIOS DA Bateria de Questões de Concursos – Entrevista Psicológica

  1. Keith Magalhães 2 de novembro de 2012 at 20:12

    :)

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